Mostrando postagens com marcador Minha Autoria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Minha Autoria. Mostrar todas as postagens

domingo, maio 29, 2011

Do Perfume

Eu sinto o perfume...
Mas é teu cheiro,
arraigado nas lembranças
que me desconcentra.
O amor.
Não preciso do teu cheiro
para amar.
Provo a irracionalidade
do sentimento que me toma
desde o beijo perfumado
quando e onde
jamais o imaginei encontrar.

Débora Hübner
29 de Maio de 2011

segunda-feira, janeiro 31, 2011

Tempo

Quero o tempo voando
de horas virando segundos
de um mundo de ponta cabeça
que perde ainda a cabeça
Que sabe do amor de verdade
e tem no peito a saudade
do tempo que já voou
e daquele que ainda virá.
Débora Hübner
29/01/11

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Trilhos

Ando pelos trilhos da vida
e não sei onde podem me levar.
Não viajo em primeira classe.

Quero o controle do meu caminho,
como tem o maquinista.
O receio é que não haja trilhos
para o destino final.
Construirei com minhas próprias mãos.
Débora Hübner

Foto de Claudio Marcio Lopes

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Chuva

Quero gotas de chuva caindo no rosto
Quero sentir a chuva fresca
sobre meu corpo quente
Mesmo que ardendo em febre
quero o frescor da chuva de outono
que me tira do transe
(no outono vejo o mundo como ele é)
Espero o sol da primavera
por um mundo de sonhos floridos.
Débora Hübner


quinta-feira, setembro 30, 2010

Saudade

Não assisto o dia nascer pelo cansaço que me toma.
Acordo quando os pássaros já pararam de cantar,
sentindo o peso da tua falta e a saudade do beijo no amanhecer.
Tua ausência me acompanha passo a passo.
Na lembrança, o passado pouco distante me alcança a cada hora.
A noite cai e te tenho mais perto em meus pensamentos.
Fecho os olhos e te encontro em meus sonhos.

Débora Hübner
Setembro 2010

quinta-feira, agosto 12, 2010

Dos sonhos realidade

Tua ausência preenche meus dias
Transformo lembrança em sonhos
Quero dos sonhos realidade...
Débora Hübner

quinta-feira, junho 24, 2010

Saudade

       O tempo na tarde se arrasta e os ponteiros do relógio ecoam na sala vazia. Pela janela observo o céu de "vanila sky" tingido em tom alaranjado. Era digno de registro final em foto.
       Já imaginava o quarto sem móveis, a cozinha apenas com a pia e o relógio de som melancólico sozinho na sala.
      Mas não era isso que importava agora, porque o tempo que até então voava dentro daquelas paredes não fora vazio. Cada descoberta, cada intimidade, cada brincadeira, o medo superado e cada lágrima que surgiu fez de mim uma mulher completa. As trocas e os sentimentos se materializaram em momentos infindáveis e inesquecíveis. Na memória nunca haverá o apartamento vazio e sim uma vida onde e quando fui completa.
Débora L. Hübner

quinta-feira, junho 03, 2010

Despedida

          A vista do por-do-sol no aeroporto azul de Porto Alegre era linda naquele dia. O vento soprava como sempre e lembrei de quando senti ali mesmo, pela primeira vez, que pertencia ao vento. Mas ninguém vai ao aeroporto azul de Porto Alegre  ver o sol se pôr em um dia triste de junho.
         Desta vez os transuentes eram muitos, as filas eram longas e não havia um Papai Noel. Vi muitos abraços, beijos, apertos de mão e muitos "boa viagem" e "até breve". Nunca vou me acostumar com despedidas, principalmente daquelas das quais faço parte...
         No abraço apertado esqueci o mundo e tudo em volta pareceu parar. Eu pude sentir os corações batendo, minhas lágrimas correndo, pude escutar o que sempre quiz, ouvir um suspiro emocionado, espiar um olhar triste, mas não consegui dizer uma palavra sequer. E a gente sente que os segundos daquele abraço deveriam ser eternos, como eles são na nossa lembrança.
         Mas o relógio continuou rodando e o avião esperando a hora de partir. Então uma força pareceu separar aquele abraço que não deveria ter fim. E me sinti como uma criança levada do colo de quem ela ama.
         Eu o perdi de vista, perdi o chão sob os meus pés e não sabia mais que caminho seguir. Não queria ir embora, pois o dia terminaria e pela manhã eu saberia que não foi um sonho, foi mesmo mais uma despedida triste no aeroporto azul de Porto Alegre.
         Mas agora a vida segue e espero pelo aeroporo que possa ser palco de um reencontro.

Débora L. Hübner

sábado, abril 10, 2010

Tempestade

No mar aberto o porto seguro chama.
E leva pelo mar adentro
passo por passo.
Entre a tempestade e o mar
entre os raios e ondas
corre ao porto seguro.
Alí sente-se completa.
Débora L. Hübner

quinta-feira, março 18, 2010

Sinto

Jamais pedi pelos sentimentos
e sempre foram os mais verdadeiros
Confusos, profundos, intensos, espelhos dos meus
E vêm à tona com pequenos gestos
Algumas palavras, mesmo que não faladas
Surge na distância a certeza de que foi e é real
Ou de que o sonho pode ser vivido quando realidade.
Débora L. H./ Março de 2010

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Bobo Poema

Sincero como o sorriso de uma criança
Leve como passos de núvem
Livre como andar de balanço na praia
Intenso como deve ser um show do Metallica
Alegre como flores na primavera
Gostoso como banho de mar no verão
Poema do fundo da alma
Inesperado como ninguém pode entender
Natural como nunca foi antes
Mais bobo que o poema?
Talvez uma mulher amando.

Débora Linden Hübner

segunda-feira, outubro 26, 2009

Sinergia

O mundo pára em momento único
Parace sonho. Não quero acordar.
Mesmo sendo 1 + 1 > 2 , era real.

Débora L. Hübner

quinta-feira, julho 09, 2009

O Quadro

Não tinha pretensão de ser artista, mas naquela manhã foi cúmplice de uma grande arte. Feito criança, pintou, bordou, posou. E como todo artista, se deixou levar pela loucura... Loucos, inconseqüentes, indignos? Naquela manhã o certo e o errado duelaram em seus inconscientes. Não se sabe se foram os olhares, o cheiro, o sorriso ou as palavras sinceras... Entre a razão e a loucura e o desejo de eternizar as horas, lhe restou pintar o quadro proibido em sua memória. De moldura da cor dos sonhos, jamais vira um quadro que espelhasse tamanha realidade.

Débora L. H./Julho de 2009.

terça-feira, junho 09, 2009

Levo Comigo

Recolho memórias e fatos
histórias, slides.
Gestos e lugares e canções.
Guardo em baú de lembranças
que assisto do balcão do castelo encantado.
Um fato, mil instantes levo comigo.

Débora Linden Hübner
Junho de 2009


domingo, maio 24, 2009

Passos de Nuvem

Leves como se andassem em nuvens
e lentos pelo caminho incerto

Não sei onde os passos me levam
não sei se quero ir, também não quero ficar

Em sonho vôo onde os passos não chegam
lembranças não alcançam

O mundo me esquece
me ensina a esquecer o mundo?

Débora Linden Hübner


quarta-feira, março 25, 2009

Em Transe

      Foi como ligar o piloto automático. Mas não houve problema. Os sinais estavam abertos e cobertos de verde. No ar o perfume que a mantinha em transe. Indecifrável. Podia ser da noite, do sereno, da chuva da madrugada ou não. Sentia o aroma da sinceridade e o peso na consciência que ela havia causado.
      Desejou que a noite não terminasse. A conversa fluia como boa música aos ouvidos. Afinal, num contexto de funk era raro que os clássicos do rock se encontrassem. Pareceu mágico.
      E a magia fez com que depois de muito tempo, em cada gesto e cada palavra fosse sincera e não tivesse receios com quem pouco conhecia. Talvez por isso sentia-se frágil e quase deixou escapar uma lágrima.
      Tentou não pensar, não se importar, mas a realidade não se esconde por traz das luzes da pista de dança ou da luz das estrelas daquela noite. Decidiu... "nothing else mathers". Ao menos por aqueles momentos. A realidade ficava para o dia seguinte, quando o perfume a deixasse e acordasse do transe.

Débora Linden Hübner / Março de 2009.

sexta-feira, outubro 03, 2008

Flor de Maracujá

     O pensamento voa alto como as folhas do pé de maracujá ao vento. Questiona o risco de quebrar como porcelana fina pós noite de risos, sorrisos, comédia, cultura e poesia. Em tempo, lembra de quem anda de metrô pensando em algo como facções separatistas e shows de Rock'n Roll. E recorda como a divisão do alfabeto pode ser mais que qualquer gesto. Em um mesmo pensamento, de A a Z, cabem infinitos sentimentos e idéias e dúvidas e vidas.
     Já me julgaram louca... Sim... Tenho em mim a loucura de me achar "poeta". Louca como o louco da Balada de Piazzolla. Louca como quem pensa no metrô ou faz divisão do alfabeto. Concluo que não há razão para qualquer arrependimento na vida, em todo e qualquer sentido. E acabo naquela noite dormindo no banco do jardim, ao lado do pé de maracujá.
     Tudo cabe e vale nos meus pensamentos.

Débora Linden Hübner / Outubro de 2008.


domingo, setembro 14, 2008

Porcelana

Meia Lua
Três Marias completas,
mas meio céu estrelado.

Na tarde,
meio dia nublado

Amor por inteiro
meia paixão
Tesão por completo.

Meia boneca de pano
Pra sempre de porcelana.


Débora Linden Hübner
Dezembro de 2007.


segunda-feira, julho 21, 2008

Arriscando com espanhol...

Ya no puedo mas huyr de mí
Y si pudiera, no haberia donde ir
Sólo resta enfrentarme
Y ententar entender
lo que passa, lo que pienso, lo que sinto
Separo lo mío, lo de ella y lo de ellos
Lo que se queda?
Yo lo no sé,
pero que no me quede sola.

Débora Linden Hübner
2006


sábado, junho 07, 2008

O Beijo

O doce é beijo de mulata
Ou baba de anjo
Um beijo vermelho
Da boca rosada
Lábio salgado
Perfume adocicado

Nem anjo nem mulata
Menina-mulher
Abusada?
Talvez desejada
Curioso? Prova!


Débora Linden H.
Junho de 2008